Conheça os dados e obstáculos do EMPREENDEDORISMO e da inovação no Brasil, segundo o IBGE

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Empreender no Brasil não é tarefa fácil. A frase pode ser clichê, mas é verdade. A elevada carga tributária e as rígidas leis trabalhistas são um desafio para boa parte dos empreendedores do país. De acordo com o Sebrae, uma em cada quatro empresas brasileiras fecham as portas antes de completarem dois anos. Ainda assim, cada vez mais pessoas têm recorrido ao empreendedorismo.

O fenômeno reflete não apenas o desejo de independência e de “viver sem patrão”, mas foi também a saída encontrada por milhões de pessoas para sobreviver à crise. Um levantamento da Global Entrepreneurship Monitor revelou que o número de microempreendedores individuais no Brasil cresceu 16,7% em 2019, na comparação com o ano anterior e já são mais de nove milhões de MEIs no país.

Raio-X do empreendedorismo

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faz pesquisas periodicamente para analisar as estatísticas das empresas no Brasil, revelando dados importantes, como suas principais áreas de atuação e suas taxas de sobrevivência.

A publicação Demografia das Empresas e Estatísticas do Empreendedorismo, divulgada no ano passado, traça um panorama do país com base em dados de 2017. Naquele ano, o Cadastro Central de Empresas (Cempre), contava com 4,5 milhões de empresas ativas, que eram responsáveis pela ocupação de 38,4 milhões de pessoas (assalariadas, ou na condição de sócios/proprietários).

Sobrevivência: a taxa de sobrevivência das empresas foi de 84,8%, e a idade média, de 11,5 anos. Sete em cada dez empresas que entraram no mercado não possuíam funcionários assalariados, apenas sócios e proprietários. Entre elas, a taxa de sobrevivência foi mais baixa, de 75,7%.

Perfil dos trabalhadores: 60,8% dos assalariados nas empresas ativas em 2017 eram homens, e 39,2%, mulheres. O percentual de funcionários sem ensino superior nessas empresas chegou a 85,8%, e o salário médio mensal foi estimado em R$ 2,8 mil.

Empreendedorismo por área de atuação: o setor de Eletricidade e Gás foi o que apresentou a maior taxa de entrada (criação de novas empresas): 23,3%. Na sequência, aparecem as empresas de atividades financeiras, seguros e serviços relacionados (20,7%), atividades profissionais, científicas e técnicas (20,1%), atividades imobiliárias (20%), construção (19,7%) e Informação e Comunicação (19,3%). A maior taxa de saída foi registrada no setor de construção: 20,8%.

fonte: https://www.whow.com.br/inovacao/dados-obstaculos-empreendedorismo-inovacao-brasil-ibge/

foto: Foto ilustrativa (Freepik)